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A era do baixo crescimento, da escassez de mão de obra e da automação

Baixo crescimento, escassez de mão de obra e automação não são questões isoladas, mas correntes de mudança interligadas. À medida que a falta de trabalhadores se agrava com o declínio populacional e o envelhecimento, empresas e sociedade adotam ativamente novas tecnologias como automação e IA para reduzir custos e aumentar a eficiência. Mesmo em setores presenciais como varejo e alimentação, operações sem equipe ou semi-automatizadas crescem; o uso de tecnologia amplia-se e a concorrência intensifica-se. Porém nem todas as tarefas podem ser substituídas por automação, e ainda existem áreas que só pessoas podem cobrir. Nessas mudanças, torna-se importante pensar sustentabilidade e papel humano em conjunto e responder com equilíbrio conforme o contexto.

Há muito nos acostumamos a ouvir falar em “baixo crescimento”. Mas mais útil que perseguir uma única taxa de crescimento é enxergar as mudanças estruturais por trás. Quando o mercado não se expande tão rápido quanto antes, mesmo mantendo o mesmo faturamento há pressão para cortar mais custos e elevar a eficiência. Investimentos e contratações ficam mais cautelosos, o limiar para novos negócios sobe, e pequenas empresas e economias locais são especialmente sensíveis a fluxo de caixa e custos fixos como juros e aluguéis. Por isso é difícil reduzir o baixo crescimento a um “momento ruim” da economia: a tomada de decisão parece migrar da “expansão” para a “sustentabilidade” e a “sobrevivência”. Parece uma época em que, antes do tamanho chamativo, perguntam-se primeiro a operação repetível e a estrutura de resultados.

Junto a essa tendência, a realidade que mais se sente é a escassez de mão de obra. Queda da natalidade e envelhecimento reduzem a população total; a população em idade ativa cai ainda mais rápido. Em fábricas, logística, varejo ou serviços, ouve-se em todo lugar que é difícil contratar. Mesmo com salários maiores, pode não haver candidatos, ou treinamento e adaptação prolongam tanto o processo que contratar vira fardo. Quando aposentadorias e rotatividade de trabalhadores qualificados coincidem, os gargalos aparecem rápido, e turnos noturnos, fins de semana ou três turnos ficam mais difíceis de preencher. Não parece problema passageiro: há grande chance de se aprofundar estruturalmente nas próximas décadas. Por isso as perguntas centrais para gestão e políticas são como reduzir ou redistribuir o trabalho que antes era humano e como concentrar quem permanece em tarefas de maior valor.

Uma das respostas é tecnologia. Tarefas repetitivas e reguladas são automatizadas com software; onde há julgamento, a IA entra mais rápido. De RPA a IA generativa, proliferam ferramentas focadas em “eficiência”; nuvem, APIs e modelos open source baixaram barreiras. Assim, a concorrência entre soluções que miram o mesmo problema feroz, e “usar IA” já não basta para se diferenciar. Acredito que sobrevivem produtos e serviços com resultados mensuráveis — economia real, menos erros, melhor experiência do cliente ou transição de papéis dos colaboradores. Automação e IA não são panaceia; só viram “ferramentas” quando a organização suporta o custo total — implantação, operação, segurança, conformidade, manutenção — e sua capacidade.

Esse movimento também é visível offline. Em varejo e alimentação, onde pesam custos trabalhistas e dificuldade de contratação, lojas sem equipe e pontos com quadro mínimo aumentam. Integrar pagamento, estoque, acesso e monitoramento com software e sensores não é só “eliminar pessoas”: amplia horários e opções de localização e deixa dados de vendas e estoque para a próxima decisão. Franquias e procedimentos padronizados costumam combinar bem com modelos sem equipe ou semi-automatizados. Ainda assim, há atendimento ao cliente, conflitos, emergências e cuidado com grupos vulneráveis que exigem julgamento humano. Operação sem equipe não é a resposta para todas as lojas, mas onde baixo crescimento e falta de mão de obra se somam, tornou-se uma opção difícil de evitar.

“Para reduzir custos trabalhistas”… Demanda por pedido na mesa via tablet dispara

Para mim, baixo crescimento, escassez de mão de obra, automação e operação sem equipe não são palavras soltas, mas elos de uma mesma cadeia. Com o crescimento mais lento, aumenta a pressão por cortes e a força de trabalho encolhe; para compensar, aposta-se em tecnologia, que muda até a gestão presencial. Mais que negar essa cadeia, importa decidir juntos, em cada etapa, o que preservar e o que mudar.

No fim, a era atual não se explica só com o mito do crescimento. Mudanças demográficas não se revertem da noite para o dia, e a tecnologia vira arena de competição e experimentação mais acirrada. O que se pede a empresas e desenvolvedores não é seguir moda, mas olhar custos e riscos no local, o papel das pessoas e desenhar modos sustentáveis. Há muitas ferramentas, mas decidir onde usá-las continua sendo papel humano. É exatamente nesse ponto que a THENURIM quer ajudar com software.